Às vezes me pego olhando no espelho e pensando no que vejo. Analiso o meu cabelo, se ele poderia ser mais liso ou mais fino. Analiso meu rosto, desejando não ter espinhas ou cravos, ou qualquer outra manchinha indesejável. Analiso o meu corpo, querendo ser um pouco mais magra. Mas, afinal, essa não sou eu? Sim; então por que eu quero mudar? É complicado.
Eu não deveria querer ser outra pessoa. Mas é claro que eu sempre vou ver algum defeito (espero que não). Estou sempre buscando o melhor, o mais favorável a mim. Se eu pudesse, renovaria toda a minha pele para ter uma mais lisinha e uniforme. Arrancaria o cabelo da Hayley Williams, tingiria-o de castanho e colaria-o na minha cabeça. Tá bom, eu exagerei um pouco, mas se eu pudesse experimentar cabelos diferentes sem danificá-los, eu o faria. Porém, acredito que o meu é o que, no final, ficaria melhor.
Outro dia, eu me peguei (de novo) imaginando o que as pessoas pensariam quando me vissem pela primeira vez. Aposto que a primeira impressão não é a que conta quando alguém me conhece. Podem me achar quieta, chata e sem graça; como podem me achar divertida, inteligente e curiosa. Para falar a verdade, podem nem saber o que dizer de mim.
E o que eu acho de mim? Não pertenço a tribo nenhuma, não me classifico em nenhuma categoria. Eu tenho características próprias, que ninguém nunca terá. Afinal, eu sou eu, não é mesmo?!
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